segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cripta Oculta - Rios Que Correram… Rios Que Secaram

Os Cripta Oculta continuam com os lançamentos e depois de terem lançado “Ecos Dos Dólmens Esquecidos” (em cassete e CD) e uma Split (7’’) com os Dolentia, lançam (em Outubro de 2010), “Rios Que Correram… Rios Que Secaram”, o terceiro longa-duração com edição a cargo da AMF Productions, da Bulgária  edição esta, limitada a 500 cópias numeradas à mão, e a sair também em CD para brevemente.

“Rios Que Correram… Rios Que Secaram” é composto por 5 faixas que perfazem 41 minutos. Queria desde já destacar uma grande melhoria em relação ao lançamento anterior. Para além da qualidade deste trabalho ser superior a tudo o que já editaram, a versatilidade da banda também aumentou significativamente, o uso dos mais variados instrumentos tradicionais dão um toque único ao álbum, como se evocassem a ancestralidade lusitana. Destaque logo para a primeira faixa (instrumental) “O Regresso De Ataegina”, com uma guitarra acústica acompanhada de uma flauta e outros instrumentos tradicionais, ao estilo do que os Moonspell fizeram no início dos anos 90 (“Anno Satanae” e “Under The Moonspell”). Continuam com aquele som sujo e cru, mas com uma qualidade melhorada, a voz está muito mais perceptível, tanto a nível gutural como nos coros, caso disso é a segunda faixa “Acendam-se… Oh Chamas Da Serpente”, com destaque especial para a parte final, cantada em coro acompanhada de uma flauta. “Ferro Forjado Com Sangue” é na minha opinião a faixa mais bem conseguida, com uma guitarra acústica e eléctrica ao mesmo tempo a juntar àquela voz aguda e agoniante, o resultado é apenas Sublime! Destaque para a quarta faixa, “Um Julgamento De Fogo”, uma faixa melódica e rápida com uma voz suja, aguda e cuspida, com um solo de guitarra belíssimo. também acompanhado de uma flauta. “Água de cristal que paras de correr / Nestas fendas desta minha querida Terra. / Glória… glória à Natureza que me deu vida / Aos tempos que passaram… aos tempos que não esqueço”. É assim que começa a última faixa do álbum (tema título), cantada por duas vozes masculinas em coro, a declamar um poema acompanhado pelos mais variados instrumentos tradicionais lusitanos.

Será que é este o caminho/tipo de sonoridade que os Cripta Oculta querem seguir nos próximos lançamentos? Oxalá que sim, porque isto está muito bom. Estamos perante de um dos casos mais sérios de Folk e Black Metal nacional e este álbum é uma autêntica viagem ao tempo dos nossos antepassados.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Encomendas para: bubonicprod@gmail.com
    Cassete: 3€ + portes
    LP: 13,50€ + portes

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