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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Seven Stitches - When The Hunter Becomes The Hunted

Os Seven Stitches são uma banda portuguesa de Thrash/Death Metal (de veia Groove) e vêm da Grândola. São mais uma banda daquela fornada de Switchtense, W.A.K.O., Revolution Within. São uma das melhores e mais importantes promessas do Metal nacional. Contam já com duas Demos, um EP, um Split com os amigos Switchtense, e claro, um grande álbum intitulado "When The Hunter Becomes The Hunted". São dez temas devastadores que perfazem um total de aproximadamente 50 minutos envoltos num trabalho lírico bastante sublime e aterrorizante. Destaque também para a produção gráfica do álbum que encaixa na perfeição daquilo que se ouve aqui, embora pudesse ser um pouco mais desenvolvido (o booklet, mais propriamente). Pontos positivos a destacar: uma produção bastante boa, músicas rápidas e agressivas com um nível de composição de alto nível (muito bom para o primeiro álbum), a técnica e a competência dos grandes e poderosos riffs, aqueles blast beats agressivos, assim como uma voz aterrorizante. Pontos negativos a realçar: a originalidade quase nula e a voz podia-se destacar mais, estar (bem) mais alta que o instrumental (e ao vivo também).

A composição bastante profissional começa logo com a introdução “Rise Of The Hunted”, com um solo de guitarra acompanhado por uma orquestra, que podia ser algo a explorar mais nos próximos registos. Logo a seguir vem a majestosa “Room” com a sua introdução épica que nos deixa água na boca para o próximo tema, “From The Sky” com a sua bateria infernal com realce especial para o grande solo de guitarra. Para mim outro grande tema é “Sweet Sound Of Decadence”, talvez a faixa mais Death Metal de todo o álbum com uma grande técnica e com um refrão alucinante. Destaque para a “The In Between” com sua introdução extremamente arrepiante, é a faixa mais lenta do álbum e consequentemente uma das mais bem conseguidas. “Ultimate Devastation” é outro grande tema, bastante agressivo e rápido, em que o vocalista Pica mostra todo o seu potencial com uma voz aterrorizante. Em termos de composição musical penso que a última música, “Until You Get Dry”, é a melhor, digo isto porque: tem um instrumental bastante coeso com destaque especial para as guitarras, tem partes mais lentas e outras rápidas, tem grandes riffs e claro… Quase no final, há uma paragem e dá-se início a um solo de guitarra lindíssimo, com aquele som limpo e perfeito, que acaba rapidamente para dar lugar a um grande solo mais Thrash… Não há explicação, é incrível!

Os Seven Stitches são sem qualquer dúvida, uma das melhores bandas nacionais, de salientar ainda a sua presença mais que merecida do Wacken Open Air. Comprem o álbum, não se vão arrepender deste caçador que é caçado. Vislumbra-se um bom futuro para a banda, altamente recomendada!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Switchtense - Switchtense

Penso que em 2009, quando os Switchtense lançaram “Confrontations Of Souls”, não passaram nada despercebidos no nosso Underground Metálico e isso vê-se pela quantidade de vendas dos dois álbuns e pela presença da banda na grande palcos nacionais dedicados ao Metal, e lá fora também já se nota o crescimento da banda: as exportações são cada vez mais, assim como os concertos além fronteiras. Pois bem… Dois anos depois (do primeiro álbum) estes senhores da Moita voltam à carga com um álbum homónimo, mais uma vez, com a produção a cargo do grande Daniel Cardoso. Acho que não precisam de grandes apresentações, apenas por curiosidade, antes dos álbuns, a banda lançou duas Demos, dois EPs e um Split com os amigos Seven Stitches. Pessoalmente, sempre achei que seria muito difícil de igualar “Confrontations Of Souls”, mas…

É Thrash Metal com laivos de Hardcore, caracterizado por uma grande qualidade, difícil de igualar a nível mundial (sim, mesmo!), com grandes ritmos de guitarra com riffs e solos cortantes, a juntar a uma bateria bastante complexa e claro, a um vocalista Hugo cada vez mais selvagem, agressivo e bruto! Contudo nem tudo é perfeito, e à semelhança de outras bandas nacionais do género os Switchtense pecam um pouco por deixarem bem claras as suas influências (a originalidade não é o seu forte, mas a paixão em fazer aquilo que gostam supera todos os rótulos) e por terem no álbum alguns temas mais lentos, ou mais “Groovy” como se costuma dizer, e isso começa com logo o tema “Concrete Walls” (que até tem um grande solo), mas muda muito rapidamente quando damos de caras com a poderosa e carismática “Face Off”, um tema que começa exactamente onde o outro acabou, aquele refrão, toda esta energia e rapidez a juntar àquele solo fazem deste tema um clássico! “Living A Lie” é dos temas mais memoráveis do álbum, cheio de pujança, e aqueles pequenos riffs super viciantes são únicos.

Destaque também para temas como “In Front Of Your Eyes”, “Unbreakable” (muito bem escolhido para primeiro single, aquela batida possui-me completamente, embora pudesse ser um tema mais rápido) e “This Is Only The Beginning”. Infelizmente, o tema “Let Them Die Alone” deixa um pouco a desejar. “Scars Of Attitude” é dos melhores temas que os Switchtense fizeram até hoje, o início é super cativante e faz-nos colar logo ao resto da música. E o álbum não podia acabar melhor, as três músicas finais são aniquiladoras! “I Will Stand Stronger” é uma música brilhante, aquele solo é incrível, esta dupla de guitarristas não fica nada atrás do que se faz lá fora. “The Legacy Of Hate” é outra grande música, que conta com o convidado especial Leif Jensen dos Dew-Scented, é rápida, agressiva, é o caos total (grande escolha!). “Awaiting The Downfall” é um tema mesmo muito rápido e pesado, com duas guitarras demoníacas (penso que é melhor solo do álbum!) e uma bateria bastante furiosa, já para não falar da voz!!!

A edição desta pérola ficou a cargo da grande Rastilho Records, numa edição de luxo em Digipack, o artwork ficou (mais uma vez) a cargo de João Diogo. A maioria das pessoas diz que isto é para fãs de Pantera, Sepultura, Machine Head, Lamb Of God… Na minha opinião Switchtense é para quem gosta de bom Metal. São uma das melhores bandas nacionais? Sim. Mereciam mais reconhecimento cá dentro e lá fora? Sim. Este é o melhor álbum destes senhores? Venha a diabo e escolha!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Entrevista: W.A.K.O.

Os W.A.K.O. contam já com quase 10 anos de carreira. De uma forma geral, qual é o balanço fazes do vosso percurso como banda?
O nosso percurso foi intenso, vívido e também insólito e complexo… Uma caminhada autêntica que tornou-nos naquilo que somos hoje, uma banda genuína e distinta com uma incessante vontade de trabalhar e fazer escoar e ressoar o nosso som por muitos mais anos.


O “Deconstructive Essence” foi um álbum de estreia muito bem recebido. Quais foram as principais diferenças na gravação e produção desse álbum para o mais recente?
Neste novo trabalho, todos os processos e mecanismos inerentes ao álbum formaram-se diferenciadamente do “Deconstructive Essence”. A captação e gravação foram novamente recriadas pelo Daniel Cardoso, mas o mix e a masterização foi da autoria do Josh Wilbur. Quanto à composição foi longa e muito experimental, na qual diversificamos em vários aspectos na hora da criação e respectiva resolução para fidedigno registo musical.


O primeiro álbum proporcionou-vos uma tournée pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, como foi essa experiência?
Foi deveras única e gratificante, algo que ficará cravado para todo o sempre em W.A.K.O. Tal aventura fez-nos amadurecer como pessoas e músicos, experimentando novos desafios, que suscitaram uma nova amplitude e percepção de diversas realidades que conjugam-se na evolução de uma banda. No Reino Unido foi soberbo, aquando em Bolton, tínhamos uma plateia cheia que tinha em sua posse o álbum para nós assinarmos e mais que surpreendente, já sabiam grande parte das letras. Estados Unidos foi mesmo “the highway”. A oportunidade de tocar em casas míticas, a visita guiada à fábrica da Dean Guitars, o contacto com o berço do Death Metal americano, o carinho e empatia das pessoas ainda hoje é uma constante inspiração para nós.


A mistura e a masterização do álbum ficaram a cargo do conceituado norte-americano Josh Wilbur que trabalhou com bandas como os Lamb Of God e Hatebreed, como surgiu o contacto com o produtor?
Foi sem dúvida uma escolha acertada. É um passo especial, se formos analisar bem as coisas, são barreiras que se quebram, é o reflexo que o trabalho iguala e conquista. O Josh é um nome de peso mundial… Queríamos que nosso novo disco tivesse uma maior referência e exposição. Apesar de tudo sabemos que há grandes níveis de produção no nosso país, mas era algo que tinha de ser feito, tal como tem de ser recriado, as tours internacionais, a luta constante por uma boa exposição internacional, a visibilidade e a procura ininterrupta por um maior reconhecimento e afirmação musical. Foi curioso o primeiro contacto com o Josh, na altura pensámos “e porque não?”, de imediato já estávamos assombrados com a possível burocracia e logística pelo facto de querermos trabalhar com ele. Mas quando ele ouviu o nosso som e entendeu nossa estrutura como banda, logo se identificou, motivou-se e tornou todo o processo evolutivo mais simples e entusiástico para ambas as partes.


Estão satisfeitos com o trabalho dele?
Muito mesmo... Seria com todo o orgulho e apreço que gostaríamos de voltar a trabalhar com ele.


Na minha opinião o novo álbum é mais complexo e experimental que o primeiro. Essa diferença surgiu de forma natural, pretendiam fazer algo diferente ou o facto de ocorrerem várias alterações na formação contribui para esse facto?
O intuito foi mesmo esse, construir um álbum mais peculiar, com ritmos intrincados, dissonâncias díspares, notas discordantes e um todo envolvente muito conceptual… Tivemos uma natural evolução, passámos muito como pessoas e músicos. No momento somos mais humanos, melhores músicos, com uma personalidade forte e vincada, somos sobretudo arquitectos do nosso próprio presente e futuro. Quanto à componente musical, enriquecemo-nos muito, somos mais empreendedores, consistentes como músicos. Os guitarristas tiveram uma maior instrução musical. Eu, por exemplo, frequentei aulas particulares e comecei a empenhar-me num instrumento. Por certo toda esta solidificação e amadurecimento de ideias resultaram num álbum mais ambicioso e complexamente rico.


O álbum tem 10 temas. Utilizaram todas as músicas que compuseram ou ainda houve material a ficar de fora?
Sim, utilizámos e aproveitámos todas as ideias genéricas da banda, somente deixamos uns riffs soltos por aplicar…
 

“The Road Of Awareness” é um título que marca bastante. Qual é a mensagem que pretendem transmitir com este trabalho?
A mensagem é livre para qualquer interpretação… O álbum reporta a viagem de um ser imaginário, um produto concebido pela nossa mente, elevando-se num estado onírico, permutando-se através de estados de sonho, edificando seu caminho por cada experiência abstracta que se envolve. Este tipo de “wanderer”, esta “personna” desdobra-se em vários “Eus” sofrendo metamorfoses mentais e mesmo físicas, almejando no seu horizonte um desapego total com a realidade física e procurando uma final coroação de sua existência, mas no final de contas todo esse caminho, esse fluxo de correntes de sonho, torna-se um infindável pesadelo, no qual o ser fica aprisionado em si, como numa cela dentro de uma cela inserida em outra cela...


Como é que tem sido a recepção do álbum por parte da imprensa?
Tem sido boa, acho que conseguimos captar a atenção da imprensa tanto para o bem como para o mal.


As vendas do álbum estão acima das expectativas?
Temos os pés bem assentes na terra. Sei que tem se vendido de forma regular, tanto a nível nacional e internacional.


Já estão a compor material para o próximo álbum?
Ainda não temos nada preconcebido, mas tenho uma inclinação sensível para o que aí vem em termos criativos, e garanto que será uma nova transformação sónica da banda.


Por fim gostaria que deixassem uma mensagem aos fãs.
Uma grande saudação aos seguidores de W.A.K.O. Estou ansioso por vos reencontrar neste “Lawless Pit” da vida.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Entrevista: Switchtense

Os Switchtense são uma das “maiores” bandas nacionais de Metal. Que balanço fazem da vossa carreira?
Neto: O balanço é muito positivo, temos vindo a crescer como banda e como pessoas ao longo destes anos, fazendo o que mais gostamos: compor, gravar e tocar ao vivo! Desde o EP “Brainwash Show” que temos vindo a criar raízes na cena do Metal, raízes essas que foram ficando mais fortes com todo o nosso trabalho, força e perseverança! Desde o início que o espírito foi sempre o mesmo, levar o nome Switchtense a bom porto, tocando ao vivo o maior número de vezes possível fazendo chegar a mais pessoas a nossa música.


“Confrontation Of Souls” foi um marco bastante importante a nível nacional nestes últimos anos. Sentiram alguma pressão para fazer algo ainda melhor no segundo álbum ou as músicas fluíram naturalmente?
Neto: Pressão sempre existe alguma quando conseguimos fazer com que um álbum seja um marco a nível nacional como referiste, mas penso que não nos deixámos afectar por essa pressão, aliás, é deste tipo de pressão que gostamos! As músicas foram surgindo de uma forma natural ao longo do tempo. Concentrámo-nos apenas em fazer mais um álbum explosivo e “in your face”!


Quais foram as principais diferenças na gravação e produção dos dois álbuns?
Neto: Uma das maiores diferenças foi o facto de termos gravado este mais recente trabalho em “casa”, isto é, no Ultrasound Studios na Moita. Ao trabalharmos perto de casa e com todo o tempo para nós em estúdio existiram vários pormenores que pudemos trabalhar com maior precisão. O “Confrontation Of Souls” foi gravado em Braga no Ultrasound Studios onde estivemos quinze dias… Claro que já levávamos algum trabalho de casa mas pelo facto de estarmos fora tínhamos sempre alguma pressão a nível de tempo para fazer as coisas o mais rápido possível.


Voltaram a escolher o Daniel Cardoso para a produção álbum. É algo para continuar?
Neto: Sim sem dúvida, escolhemos mais uma vez o Sr. Cardoso para produzir este álbum pois é um dos melhores e arrisco-me a dizer se não o melhor produtor português! Ficámos muito satisfeitos com o resultado de “Confrontation Of Souls” que nem foi preciso pensarmos duas vezes sobre quem iria estar á frente da produção do segundo álbum. Gostamos muito do profissionalismo do Daniel e conseguimos fazer com que a relação banda/produtor seja algo de muito poderoso… Acho que se reflecte na sonoridade que temos nos discos. Será certamente algo para continuar em trabalhos futuros!


Liricamente o que aborda “Switchtense”?
Hugo: “Switchtense” é um álbum “directo ao assunto”, sem muitos rodeios sobre a mensagem que queremos passar. É um disco de denúncia, que aponta o dedo a várias injustiças… Um disco que pretende vincar a nossa personalidade persistente e trabalhadora mostrando a tudo e todos que estamos aqui para ficar e que o nosso objectivo é conseguir triunfar neste mundo do Metal!


Têm recebido excelentes críticas lá fora. Como tem sido a venda do novo álbum?
Hugo: Obviamente como trabalhamos com uma editora nacional, a maior percentagem de vendas do disco é feita cá em Portugal. Também tocamos muito mais cá que no estrangeiro, logo vendemos cá mais discos. Contudo, a como a Rastilho funciona, com grande sucesso, como loja online, vendemos também discos para fora. Ainda esta semana vendemos para a Austrália e para os Estados Unidos…


De vez em quando dão alguns concertos lá fora. Qual foi aquele que vos deu mais prazer actuar?
Hugo: Regressámos agora de 2 datas lá fora: De Rots em Antuerpia (Bélgica) e Turock Open Air em Essen (Alemanha). Foram ambos bons concertos, embora completamente distintos. Se o da Bélgica foi num clube pequeno e com um efeito de proximidade muito grande, já o do Turock foi num espaço que à hora da nossa actuação deveria ter um número aproximado de 2 mil pessoas. Foi excelente a reacção do público e conseguimos ali mais um ponto de retorno num futuro… Todo o festival foi excelente! Lembramos também com muito agrado o nosso concerto no Chronical Moshers em 2009 também na Alemanha, festival no qual já confirmámos a nossa presença no Verão do ano que vem!


Em relação ao público, preferem o português ou o estrangeiro?
Hugo: De certo modo são públicos diferentes mas ambos gostam e desfrutam da mesma maneira! Claro que jogar em casa tem sempre um gosto especial, mas publico seja ele português ou estrangeiro, se nos veio ver então temos lhes dar a nossa entrega, muita atitude e uma boa descarga de Metal! Felizmente esta é uma linguagem Universal…


São uma banda com bastante potencial para a internacionalização. Tem havido algum interesse de editoras/promotoras internacionais nos Switchtense?
Hugo: Com este álbum abordámos algumas editoras lá fora, embora saibamos que é um mercado muito competitivo e complicado de furar. Para estar numa editora internacional que seja para estar numa major… Caso contrário não me parece que seja muito importante isso! É complicado para qualquer banda do actual panorama nacional conseguir entrar no catálogo de uma Century Media, Nuclear Blast ou outra coisa do género. Mais vale termos um bom negócio de distribuição que propriamente uma edição onde por vezes as bandas pagam para editar… Isso nós não fazemos! Confiamos no nosso trabalho e na nossa persistência… Tenho a certeza que um dia vai dar os seus frutos! Até lá temos que conseguir tudo à nossa conta e com todo o nosso esforço, agradecendo o excelente apoio e o profissional trabalho que temos da nossa editora Rastilho.


Já se encontram em fase de composição o próximo longa-duração?
Neto: Neste momento ainda estamos a promover este segundo álbum mas já começámos a pensar numa futura composição para o que será o sucessor de “Switchtense”. Não fugirá muito aos anteriores mas será sem duvida um álbum mais maduro com toda a aprendizagem e experiência que temos vindo a ter com o passar do tempo, mas sim, podem esperar a mesma força e dedicação que temos vindo a transpor para os nossos álbuns, e claro… Muita agressividade e muito caos!


Falando agora do underground metálico nacional, na vossa opinião, quais são as principais diferenças do Metal agora, e do Metal de há 10 ou 20 anos?
Hugo: Mais sítios para se tocar ao vivo, mais bandas com mais qualidade, mais festivais de Metal, mais hipótese de conseguires promover a tua banda lá fora… Tudo isto são coisas muito positivas! Contudo há coisas que nunca mudam: o compadrio, o “cunhismo”, a falta de respeito por quem é sério e honesto, os poucos apoios estatais a eventos que tenham a ver com as sonoridades mais extremas… Há que lutar, arregaçar as mangas e não ficar à espera que as coisas aconteçam!


Que bandas nacionais aconselham?
Neto: Existem várias bandas nacionais das quais gostamos muito e nos identificamos, sugerimos bandas como Grankapo, For The Glory, Seven Stitches, Pitch Black, Revolution Within, Echidna, Simbiose, The Spiteful, etc…


Para terminar, querem deixar alguma mensagem?
Neto: Apoiem o Metal Nacional que está aí em força, continuem a aparecer nos concertos, não só nesses “grandes” eventos mas também no meio underground! Façam com que cada vez mais Portugal seja um país referenciado como um país de Bom Metal! Da nossa parte um obrigado muito especial a quem nos tem acompanhado e apoiado ao longo deste tempo e a toda a gente que descobre agora o som de Switchtense! Estamos aí para ficar!!! Já daqui a pouco tempo, mais concretamente de 28 de Outubro a 01 de Novembro, estamos na estrada com a Lions Unleashed Tour, a melhor Tour (só com bandas nacionais) do ano! Procurem informações sobre as datas e locais e não faltem à chamada!