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quinta-feira, 16 de março de 2017

Grog - Ablutionary Rituals

Um novo álbum de Grog requer sempre por parte do ouvinte um certo período de reflexão e meditação pois o choque psicológico e auditivo para com tamanhas obras de brutalidade poderá causar danos irreversíveis. O sucessor de “Scooping The Cranial Insides” revela o porquê de os Grog serem uma das formações nacionais mais respeitadas não só cá mas também lá fora. Foram seis anos a preparar os ingredientes em estúdio e a verdade é que no meio de todo este processo não houve qualquer tipo de contenção e é por isso mesmo que “Ablutionary Rituals” consegue ser o álbum mais brutal nos 25 anos de trituração sonora do quarteto lisboeta.

Os Grog brindam-nos com 14 dos temas mais selvagens e agressivos de toda a carreira sem que para isso tivessem de abrandar em termos técnicos, precisamente pelo contrário, onde a banda consegue aumentar o nível de brutalidade sonora adicionando elementos técnicos que vão desde o Jazz até ao mais brutal do Death Metal, sem esquecer a pureza do Grindcore vincado no som da banda desde os seus primórdios.

“Ablutionary Rituals” é um álbum mais “directo ao assunto” que o antecessor, possivelmente o álbum mais “in your face” da banda, sem refrões que ficam no ouvido como no anterior, mas com um nível de agressividade incrível que veio provar que os Grog conseguem ser mais rápidos e brutais que o imaginado acrescentando pormenores técnicos que vão crescendo e aparecendo a cada nova audição, sendo assim um álbum que evidentemente acaba por soar ainda melhor à medida que o tempo de degustação vai aumentando.

Liricamente, de forma sucinta, o álbum aborda a génese do lado sombra/ego do ser humano, acaba por ser uma forma para compreendê-la, aceitá-la e transmutá-la para algo superior, no sentido etéreo. Em suma, existe uma grande confrontação relacionada com questões do ego humano e com a perda de identidade da sua essência.

É um álbum frenético que se divide em temas mais directos e rápidos, e outros com riffs mais pesados e arrastados mas que rapidamente acabam por ser trucidados pela brutalidade sonora que acaba por embater nesses acordes lentos de guitarra. A ilustração disso será a arrepiante introdução “Revelation - Open Wound” e da passagem para o segundo tema “Uterine Casket”, ou a “A Scalpel Affair”. Uma voz gutural a contrastar com outra mais aguda, um arsenal de guerra de nome Rolando Barros, um baixo sempre audível e perspicaz a juntar a uma guitarra que destilha riffs sem qualquer tipo de contenção. São estes os ingredientes que tornam temas como “Savagery” e “Sterile Hermaphrodite” obrigatórios em qualquer set da banda, este último com riffs que remontam ao “Odes To The Carnivorous”. 

O trabalho de guitarra é fenomenal onde os solos estão mais evidentes nas músicas de Grog que nunca, exemplo disso serão “Sarco-Eso-Phagus”, “Vortex Of Bowelism” e “...Of Leeches, Vultures And Zombies”. “Gore Genome” e “Gut Throne” e “Flesh Beating Continuum” são exemplos dos temas mais rápidos e sem piedade alguma em todo o álbum. A surpresa vem claramente no fim do álbum com o tema “Katharsis - The Cortex Of Doom And Left Hand Moon”, com a participação especial de Rui Sidónio (Bizarra Locomotiva) na voz, num tema pausado e ofegante, onde a meio da música se chega a um ambiente totalmente arrepiante, mas relaxante! Uma experiência singular, onde os Grog relembram que “em todos nós vive um monstro”.

“Ablutionary Rituals” é um álbum surpreendente que vem consolidar a carreira dos Grog ainda mais e onde a idade parece não abrandar a banda. O álbum foi editado pela Helldprod e Murder Records em CD Digipak e estar estará à venda nos locais habituais. O ano dos Grog não começou por aqui pois foram uma das bandas presentes no tributo a Simbiose “Simbióticos” com uma versão brutal do tema “O Seu Lugar” que serviu como que um aperitivo para o novo álbum.

2017 tem tudo para vir a ser um dos melhores anos de sempre no espectro metálico português onde um conjunto de bandas que emergiu nos anos 90 se prepara para lançar trabalhos novos, como os Grog que já lançaram, e os Sacred Sin, Holocausto Canibal ou Filii Nigrantium Infernalium que irão lançar. A onda de revivalismo não se fica por estas bandas, pois outros registos de nomes como Genocide ou Thormenthor irão ganhar nova vida e nós estamos cá, prontos para tudo!

terça-feira, 16 de junho de 2015

Entrevista: VxPxOxAxAxWxAxMxC

Quando e como se formou a banda?
Para dizer a verdade... Foi em 2008, juntámo-nos e foi até arranjarmos um guitarrista decente e tivemos tipo, 12 guitarristas diferentes, cada um deles era mesmo uma merda e depois vimos o Robert (Werner) no MySpace e o interesse musical dele eram tipo as nossas merdas. Depois acabámos na sala de ensaio e aqui estamos.


Vocês vêm todos de diferentes meios, o que fazem para além da música?
Wolfgang Ott: Como profissão, eu trabalho no campo pedagógico como professor. Ninguém sabe que eu toco em bandas de Goregrind nem ninguém deveria descobrir isto [risos].
Werner Kniesek: Eu estudo Física numa Universidade austríaca e estou a fazer o mestrado... Algumas pessoas sabem que toco nesta banda até já lhes mostrei algumas músicas mas ninguém está realmente interessado.
Franz Stockreiter: Eu trabalho numa empresa de segurança, tento ser um gajo duro mas na maior parte do tempo isso nunca é assim. Faço um pouco de tudo, em lojas, eventos desportivos... É importante e relaxante porque eu não quero trabalhar muito no duro e o melhor é que tenho uma visão positiva do trabalho para o futuro. As horas e os tempos do trabalho são muito flexíveis assim torna-se fácil conciliar o trabalho com os concertos.


É fácil para os três trabalhar, estar no estúdio e dar concertos? Conseguem adaptar-se bem a isso tudo?
Nós temos um programa no computador que simula tudo, o estúdio basicamente, portanto nunca vamos mesmo para o estúdio, é uma ferramenta pequena mas que simula os temas mas não digas a ninguém [risos]. Basicamente podes fazer um bom trabalho em casa, a tecnologia vai ficando cada vez melhor e nós aproveitamos. Somos uma espécie de “nova era” da música brutal. E nós raramente fazemos tour, normalmente tocamos aos fins-de-semana. Fazemos com que funcione tudo bem.


Pensam que o Grindcore hoje em dia é muito mais que criticar a sociedade ou estarem fodidos com o mundo? Pelo menos nos vossos vídeos e temas vocês parecem não se preocupar muito com isso...
Mas nós tamos mesmo irritados com o mundo! Nós exprimimos isso através de questões extremas, basicamente o que fazemos é humor negro. E esta é a forma como vemos o mundo. Temos também a dizer que não temos nada a ver com o Grindcore tradicional, que é sobre opiniões políticas, problemas sociais, nós não queremos saber disso... Nós vemos isto como um hobby e adoramos cenas mais Groovy (e menos Grind), ouvimos outros tipos de música, acho que o Grindcore tem pouco a ver com a nossa música que é uma mistura de Brutal Death Metal e Goregrind, mas o Grindcore mesmo está muito longe do nosso estilo.


Como foi o processo de gravação do vosso EP?
Basicamente fizemos em casa, temos uma ferramenta no computador que já falámos, a bateria foi feita por um gajo austríaco no estúdio ele colocou samples e fez umas cenas e soa mesmo a uma bateria a sério. Depois gravámos as guitarras em casa que também funciona para o baixo, e gravámos também a voz em casa, Do It Yourself style porque os estúdios são muito caros [risos]. Mandámos para a nossa editora a Kaotoxin Records, eles fizeram a masterização e sabem como fazê-lo soar bem melhor.


Quais são as bandas que mais vos influenciam?
Nós soamos a Prostitute Disfigurement, Cock And Ball Torture... Agora espero que não digas isto a ninguém mas eu penso que as partes instrumentais soam a Limp Bizkit, Linkin Park, Korn [risos]. Vais encontrar mesmo muitos grooves de Limp Bizkit nas nossas músicas.


Podem falar um pouco da vossa cena local?
Existe um exemplo mesmo muito bom para explicar isso, que tem uma forte ligação com este evento ("XXX"Apada na Tromba - Freak 'N' Grind Fest 2015), é mesmo um exemplo perfeito da cena musical austríaca. Basicamente uma rapariga disse que vinha aqui, disse que tinha visto os voos e isso tudo, blá blá blá, tudo tretas, ela não está aqui! É esta a maneira como os austríacos funcionam, queria fazer uma piada sobre isto mas isto é mesmo verdade e é triste. O problema na Áustria é que estamos no meio da Europa, ou seja, quase todas as tours param na Áustria, somos um país pequeno e as pessoas têm de escolher de entre um grande número de concertos e isso é um grande problema, não há aquele fanatismo como existe no Oeste europeu como por exemplo em Portugal, isto basicamente não existe na Áustria, este concerto de hoje é completamente impossível lá, concertos para bandas underground assim são impossíveis, peço desculpa mas a cena austríaca é uma merda! Se fizerem isto lá vão ter 60 ou 70 pessoas e muito menos movimento, as pessoas abanam um pouco a cabeça e é só isso... Claro que devem haver países piores tipo o Afeganistão mas na Europa, a Áustria está mesmo no fundo...


Eu pensava que Portugal era o pior...
Mas não é [risos].


Já agora conhecem algumas bandas portuguesas?
Claro que sim: Dead Meat (eles ainda existem?), Holocausto Canibal, Grog... Tivemos oportunidade de ver Grog várias vezes, umas 4 vezes, e são mesmo uma banda muito boa.


Qual foi o vosso melhor concerto até hoje?
Tivemos alguns que foram mesmo muito bons, vamos nomear três, um deles aconteceu em Portugal no Santa Maria Summer Fest em 2013, outro foi o Tel Haviv Deathfest em Israel que foi mesmo excelente e outro foi o Metal Crowd na Bielorússia em 2011, todos foram grandes concertos mas este último está no topo e espero que o Vítor (Santa Maria Summer Fest) não ouça isto [risos].


Estão a planear lançar material novo?
Temos algumas coisas planeadas e vamos lançar um cover de Gronibard e já me esqueci do título porque é francês, já gravámos as vozes no passado fim-de-semana e vai sair num Split CD, não! Um vinil, vai ser mesmo um lançamento especial, vai ter três temas de Gronibard outro de Pulmonary Fibrosis, o outro não sei e o outro é nosso. E vai haver um vídeo! Não podemos dizer já uma data porque não a sabemos.


Gostavam de deixar uma mensagens aos fãs portugueses?
Tu dizes que Portugal é pior que a Áustria portanto... por favor, não visites a Áustria, não queiras lá ir! É sempre muito positivo, já tivemos em mais de 14 países e já vimos muito caos mas Portugal é um dos países de topo. Nós temos experiências muito boas aqui e esperemos que continue assim, espero que as pessoas continuem a ser brutais, nojentas, malucas... Acho que da próxima vez lhes vamos dar algum dinheiro, não, a sério, foi mesmo muito bom vir cá é sempre um grande prazer. Queremos agradecer a todos os que foram aos nossos concertos, é mesmo muita gente, Portugal é um dos melhores países com pessoas sempre a darem em doidas, queremos agradecer a todas! É um país pequeno, comparando com outros, mas as pessoas são mesmo insanes, malucas e é por isso que adoramos vir aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Entrevista: W.A.K.O.

Os W.A.K.O. contam já com quase 10 anos de carreira. De uma forma geral, qual é o balanço fazes do vosso percurso como banda?
O nosso percurso foi intenso, vívido e também insólito e complexo… Uma caminhada autêntica que tornou-nos naquilo que somos hoje, uma banda genuína e distinta com uma incessante vontade de trabalhar e fazer escoar e ressoar o nosso som por muitos mais anos.


O “Deconstructive Essence” foi um álbum de estreia muito bem recebido. Quais foram as principais diferenças na gravação e produção desse álbum para o mais recente?
Neste novo trabalho, todos os processos e mecanismos inerentes ao álbum formaram-se diferenciadamente do “Deconstructive Essence”. A captação e gravação foram novamente recriadas pelo Daniel Cardoso, mas o mix e a masterização foi da autoria do Josh Wilbur. Quanto à composição foi longa e muito experimental, na qual diversificamos em vários aspectos na hora da criação e respectiva resolução para fidedigno registo musical.


O primeiro álbum proporcionou-vos uma tournée pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, como foi essa experiência?
Foi deveras única e gratificante, algo que ficará cravado para todo o sempre em W.A.K.O. Tal aventura fez-nos amadurecer como pessoas e músicos, experimentando novos desafios, que suscitaram uma nova amplitude e percepção de diversas realidades que conjugam-se na evolução de uma banda. No Reino Unido foi soberbo, aquando em Bolton, tínhamos uma plateia cheia que tinha em sua posse o álbum para nós assinarmos e mais que surpreendente, já sabiam grande parte das letras. Estados Unidos foi mesmo “the highway”. A oportunidade de tocar em casas míticas, a visita guiada à fábrica da Dean Guitars, o contacto com o berço do Death Metal americano, o carinho e empatia das pessoas ainda hoje é uma constante inspiração para nós.


A mistura e a masterização do álbum ficaram a cargo do conceituado norte-americano Josh Wilbur que trabalhou com bandas como os Lamb Of God e Hatebreed, como surgiu o contacto com o produtor?
Foi sem dúvida uma escolha acertada. É um passo especial, se formos analisar bem as coisas, são barreiras que se quebram, é o reflexo que o trabalho iguala e conquista. O Josh é um nome de peso mundial… Queríamos que nosso novo disco tivesse uma maior referência e exposição. Apesar de tudo sabemos que há grandes níveis de produção no nosso país, mas era algo que tinha de ser feito, tal como tem de ser recriado, as tours internacionais, a luta constante por uma boa exposição internacional, a visibilidade e a procura ininterrupta por um maior reconhecimento e afirmação musical. Foi curioso o primeiro contacto com o Josh, na altura pensámos “e porque não?”, de imediato já estávamos assombrados com a possível burocracia e logística pelo facto de querermos trabalhar com ele. Mas quando ele ouviu o nosso som e entendeu nossa estrutura como banda, logo se identificou, motivou-se e tornou todo o processo evolutivo mais simples e entusiástico para ambas as partes.


Estão satisfeitos com o trabalho dele?
Muito mesmo... Seria com todo o orgulho e apreço que gostaríamos de voltar a trabalhar com ele.


Na minha opinião o novo álbum é mais complexo e experimental que o primeiro. Essa diferença surgiu de forma natural, pretendiam fazer algo diferente ou o facto de ocorrerem várias alterações na formação contribui para esse facto?
O intuito foi mesmo esse, construir um álbum mais peculiar, com ritmos intrincados, dissonâncias díspares, notas discordantes e um todo envolvente muito conceptual… Tivemos uma natural evolução, passámos muito como pessoas e músicos. No momento somos mais humanos, melhores músicos, com uma personalidade forte e vincada, somos sobretudo arquitectos do nosso próprio presente e futuro. Quanto à componente musical, enriquecemo-nos muito, somos mais empreendedores, consistentes como músicos. Os guitarristas tiveram uma maior instrução musical. Eu, por exemplo, frequentei aulas particulares e comecei a empenhar-me num instrumento. Por certo toda esta solidificação e amadurecimento de ideias resultaram num álbum mais ambicioso e complexamente rico.


O álbum tem 10 temas. Utilizaram todas as músicas que compuseram ou ainda houve material a ficar de fora?
Sim, utilizámos e aproveitámos todas as ideias genéricas da banda, somente deixamos uns riffs soltos por aplicar…
 

“The Road Of Awareness” é um título que marca bastante. Qual é a mensagem que pretendem transmitir com este trabalho?
A mensagem é livre para qualquer interpretação… O álbum reporta a viagem de um ser imaginário, um produto concebido pela nossa mente, elevando-se num estado onírico, permutando-se através de estados de sonho, edificando seu caminho por cada experiência abstracta que se envolve. Este tipo de “wanderer”, esta “personna” desdobra-se em vários “Eus” sofrendo metamorfoses mentais e mesmo físicas, almejando no seu horizonte um desapego total com a realidade física e procurando uma final coroação de sua existência, mas no final de contas todo esse caminho, esse fluxo de correntes de sonho, torna-se um infindável pesadelo, no qual o ser fica aprisionado em si, como numa cela dentro de uma cela inserida em outra cela...


Como é que tem sido a recepção do álbum por parte da imprensa?
Tem sido boa, acho que conseguimos captar a atenção da imprensa tanto para o bem como para o mal.


As vendas do álbum estão acima das expectativas?
Temos os pés bem assentes na terra. Sei que tem se vendido de forma regular, tanto a nível nacional e internacional.


Já estão a compor material para o próximo álbum?
Ainda não temos nada preconcebido, mas tenho uma inclinação sensível para o que aí vem em termos criativos, e garanto que será uma nova transformação sónica da banda.


Por fim gostaria que deixassem uma mensagem aos fãs.
Uma grande saudação aos seguidores de W.A.K.O. Estou ansioso por vos reencontrar neste “Lawless Pit” da vida.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Entrevista: Fungus

Os Fungus formaram-se em 2000 mas já tiveram pequenas paragens. Falem-nos um pouco do que é que levou a banda a “parar” várias vezes.
Os Fungus foram formados no ano 2000, ano em que foi lançada a nossa primeira Demo Tape. Entretanto houve paragens, mas sempre por períodos inferiores a um ano. A banda nunca chegou a acabar nem houve tal intenção. A falta de membros e as nossas vidas pessoais e profissionais são as razões pelas quais a banda não consegue trabalhar sempre ao mesmo ritmo.


Recentemente voltaram aos palcos depois duma pequena paragem. Como é que têm sido os concertos?
Nunca parámos de dar concertos. Provavelmente só não demos um concerto em 2001. De resto, sempre tocámos ao vivo todos os anos. A recepção do público é sempre boa.



Sentem que finalmente têm uma formação estável?
A formação é sempre estável até acontecer um imprevisto. Neste momento estamos sem um baixista, mas os restantes membros estão a trabalhar no álbum mesmo nessas condições. Nada que comprometa o desenvolvimento da banda.



Em 2009 lançaram o EP “Extermination Dantesque”, através da Murder Records, como foi a recepção da imprensa?
Até este momento não tenho conhecimento de nenhuma crítica negativa ao lançamento. É claro que desde esse lançamento a banda amadureceu bastante.



Fala-nos um pouco da parte lírica desse lançamento.
Para começar, aconselho a comprar o MCD para entrarem completamente dentro da temática. As letras abordam o estado mundial actual, o lugar do ser humano na “sociedade” feita para nós, e o provável lugar da raça Humana no Universo. Servem também para consciencializar um bocado o ouvinte.



Já se encontram a compor o primeiro álbum, o que podemos esperar dele?
Já nos encontramos a entrar em estúdio. O álbum será uma continuação natural do MCD, com um som mais desenvolvido, mais maturidade. A temática será na mesma onda que o MCD.



O Brutal Death é um subgénero que nunca teve uma grande tradição em Portugal mas nos últimos anos têm surgido várias bandas do género com muita qualidade. Acham que tem possibilidades para alcançar “mercados” além fronteiras? Por exemplo, lembro-me agora dos Decrepidemic que conseguiram um contrato com a editora norte-americana Sevared Records…
A Murder Records é uma editora holandesa que trabalha em conjunto com a Sevared e muitas outras editoras estrangeiras. Somos praticamente melhor distribuídos no estrangeiro que em Portugal. Sempre vai existindo interesse de algumas editoras, mas por enquanto estamos bem na Murder. Acho que isto será uma boa resposta à tua questão.



O facto de serem do Algarve condiciona-vos o tocar ao vivo em vários sítios?
Não. Apenas viajamos mais.



Nos próximos meses onde é que podemos ver os Fungus actuar?
No Side B (Benavente) a 7 de Outubro e no Vimaranes Metallvm (Guimarães) a 8 de Outubro.



Por fim, querem deixar algumas palavras?
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